Quando uma empresa precisa de se fazer representar num evento público, seja numa conferência, numa apresentação de um produto ou em qualquer outro momento de visibilidade, é normal assistir-se a um “jogo da batata quente”. Por vezes nem mesmo o CEO quer falar em público em nome da sua própria organização e há uma boa razão para isso: responsabilidade.
É uma grande responsabilidade falar em nome de uma empresa ou uma qualquer entidade colectiva que necessite de projectar uma imagem de confiança e credibilidade.
Quando qualquer colectivo se faz representar por alguém, está a admitir implicitamente que essa pessoa corresponde à sua imagem. Acontece que ninguém gosta de ver a sua empresa engasgar-se, repetir-se ou a pronunciar mal as palavras e por isso é que é determinante escolher a pessoa certa. Para garantir que os momentos de comunicação são oportunidades e não ameaças.
E quando é preciso falar em nome de uma instituição sem dar a cara ou emprestar a voz? Será que qualquer colaborador está apto a escrever em nome da empresa? Na verdade é ainda mais delicado do que fazer um discurso oral por várias razões:
O que é escrito perdura.
Vai haver muito tempo para que qualquer erro ou incorrecção sejam detectados.
O que é escrito chega a um público mais vasto.
Em vez de uma sala ou um auditório com algumas dezenas de pessoas, as suas peças de comunicação (especialmente na Internet) vão passar por milhares de mãos.
O que é escrito não tem desculpa.
Sem a desculpa do nervosismo ou da impulsividade, os eventuais erros tendem a ser interpretados pelo seu público como simples descuido ou amadorismo.
De certa forma, escolher a pessoa certa para escrever em nome da sua empresa é como escolher alguém para casar:
- Terá de ser exigente na escolha;
- Terá de aprender a confiar:
- Se escolher bem, terá uma relação duradoura e plena de cumplicidade.